sexta-feira, 26 de novembro de 2010
((( FELIZ OLHAR NOVO ))) C.D.A.
Carlos Drummond de Andrade
O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.
O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais...
Mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia?
Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Quero viver bem.
O ano que passou foi um ano cheio.
Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões. Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas. Normal.
A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor machucou. Normal.
O próximo ano não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personali-dade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que eu desejo para todos nós é sabedoria!
E que todos saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim...
Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria três, a dos colegas. Ou mude de classe, transforme-o em conhecido. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro: CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE!
Chorar de dor, de solidão, de tristeza faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
O próximo ano pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
O próximo ano pode ser o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... pode ser puro orgulho!
Depende de mim, de você!
Pode ser. E que seja!!!
terça-feira, 29 de julho de 2008
Mrs. Brightside

Mas o abraço não vem; o beijo, nem sinal;
Nessa horas em que o grito é desesperado, mas quase ninguém ouve.
E, coincidentemente, é nessa hora que se olha pra trás e você vê o seu cachorro, dormindo tranquilamente, e ouve a risada da sua mãe ao longe.
E tudo se torna mais simples.
domingo, 26 de agosto de 2007
NANDO REIS ** Por Onde Andei **
Adoro esta música!
Este video:Festa de Lançamento do filme "Meu Tio Matou um Cara".
Gravado dia 28/11/2004 no Armazém Digital, shopping Plaza em Botafogo - Rio de Janeiro
versão cavaco, por desaolb
segunda-feira, 20 de agosto de 2007
Adriana Falcão - Encantos e Paixões
Encantos e Paixões
(Adriana Falcão)
Solidão é uma ilha com saudade de barco.
Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo.
Autorização é quando a coisa é tão importante que só dizer "eu deixo" é pouco.
Pouco é menos da metade.
Muito é quando os dedos da mão não são suficientes.
Desespero são dez milhões de fogareiros acesos dentro de sua cabeça.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Agonia é quando o maestro de você se perde completamente.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista.
Renúncia é um não que não queria ser ele.
Sucesso é quando você faz o que sempre fez só que todo mundo percebe.
Vaidade é um espelho onisciente, onipotente e onipresente.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Orgulho é uma guarita entre você e o da frente.
Ansiedade é quando sempre faltam 5 minutos para o que quer que seja.
Indiferença é quando os minutos não se interessam por nada em especial.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Alegria é um bloco de Carnaval que não liga se não é Fevereiro...
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Decepção é quando você risca em algo ou em alguém um xis preto ou vermelho.
Desilusão é quando anoitece em você contra a vontade do dia.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente, mas, geralmente, não podia.
Perdão é quando o Natal acontece em outra ápoca do ano.
Desculpa é uma frase que pretende ser um beijo.
Excitação é quando os beijos estão desatinados pra sair de sua boca depressa.
Desatino é um desataque de prudência.
Prudência é um buraco de fechadura na porta do tempo.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato.
Emoção é um tango que ainda não foi feito.
Ainda é quando a vontade está no meio do caminho.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Desejo é uma boca com sede.
Paixão é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. Não. Amor é um exagero... também não. É um "desadoro"... Uma batelada? Um exame, um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? Talvez porque não tivesse sentido, talvez porque não houvesse explicação, esse negócio de amor não sei explicar...
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
Carlos Drummond de Andrade


Todo dia é menos um dia;
menos um dia para ser feliz;
é menos um dia para dar e receber;
é menos um dia para amar e ser amado;
é menos um dia para ouvir e,
principalmente, calar!
Sim, porque calando nem sempre quer dizer
que concordamos com o que ouvimos ou lemos,
mas estamos dando a outrem a chance de pensar,
refletir, saber o que falou ou escreveu.
Saber ouvir é um raro dom, reconheçamos.
Mas saber calar, mais raro ainda.
E como humanos estamos sujeitos a errar.
E nosso erro mais primário, é não saber
ouvir e calar!
Todo dia é menos um dia para dar um sorriso.
Muitas vezes alguém precisa apenas de um sorriso
para sentir um pouco de felicidade!
Todo dia é menos um dia para dizer:
- Desculpe, eu errei!
Para dizer:
- Perdoe-me por favor, fui injusto!
Todo dia é menos um dia;
Para voltarmos sobre os nossos passos.
De repente descobrimos que estamos muito longe
E já não há mais como encontrar
onde pisamos quando íamos.
Já não conseguiremos distinguir nossos passos
de tantos outros que vieram depois dos nossos.
E, se esse dia chega, por mais que voltemos,
estaremos seguindo um caminho que jamais
nos trará ao ponto de partida.
Por isso use cada dia com sabedoria.
Ouça e cale se não se sentir bem.
Leia e deixe de lado,
outra hora você vai conseguir
interpretar melhor e saber o que quis ser dito.
sábado, 11 de agosto de 2007
Soneto de Separação

quarta-feira, 8 de agosto de 2007
Mude (EDSON MARQUES)

terça-feira, 29 de maio de 2007
Idéias.. Idéias... Poesia Concreta
A poesia concreta é descrita em inglês como "visual poetry".
Achei umas imagens mto legais...
1. "A.ndando.SCII" [aqui]


2. "dias dias dias", de Augusto de Campos [aqui]

3. "Silencio", de Eugen Gomringer, um dos pioneiros da poesia concreta na década de 50. [aqui]

4. "FORSYTHIA", de Mary Ellen Solt [aqui] e [+aqui)

Há muito mais sobre Mary Ellen Solt na web, várias imagens, como não há espaço suficiente para citar todas, deixo o link de imagens do google -:-)
5. Ver este !
6. Ver este !
7. Computer generated poetry & visual arts [aqui]

8. Google ficou esperto, aprendeu a traduzir sua frase em uma poesia visual [aqui]
tente as expressões: camisa de força , água de côco , coração rosa choque, me dá uma mãozinha, Enter a sentence to be translated into images.
terça-feira, 1 de maio de 2007
Paz
A paz é como
Aquele suspiro,
Leve e inocente,
Que a gente
Dá durante o sono.
Tem a leveza
De uma folha
De outono.
E a delicadeza
De uma bolha de sabão.
É a gostosa
Sensação
De quem
Termina a lição.
Ou encontra
Um bichinho
Perdido.
Ou visita
Um amigo
Querido.
Paz é
Andar
Descalço,
Onde tudo
É verdadeiro
E nada é falso.
Onde tem paz,
Não tem criança
Pedindo esmola
Na rua.
Não tem poluição
Escondendo
A lua.
Paz é
Futebol sem briga.
Pic-nic
Sem formiga.
Cidade
Sem ladrão.
Não ter medo
De injeção.
Vampiro
Sem dente.
O tristonho,
Contente.
Paz é
Colo de mãe
E abraço
De pai.
Outro dia,
Quietinho num canto,
Olha só
O que eu pensei:
A paz é
Tão boa,
Mas
Tão boa,
Que devia
Ser lei.
Lalau, O Estado de São Paulo, Estadinho
(achei aqui)
Maiakoviski
colhem uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem
pisam nossas flores,
matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Ate que um dia, o mais frágil deles,
entra em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo o nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada.
(Maiakoviski)
.... Depois de Maiakoviski...
Primeiro levaram os negros.
Mas eu não me importei com isso,
Eu não era negro.
Em seguida levaram alguns operários,
Mas não me importei com isso.
Eu também não era operário.
Depois prenderam os miseráveis,
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável.
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei.
Agora também estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém,
Ninguém se importa comigo.
(Bertold Brecht 1898-1956)
Um dia vieram e levaram meu vizinho, que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia, vieram e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia vieram e me levaram
Já não havia ninguém para reclamar.
(Martin Niemöler 1933 – símbolo da resistência aos nazistas)
Primeiro eles roubaram nos sinais, mas não fui eu a vítima;
Depois incendiaram os ônibus, mas eu não estava neles;
Depois fecharam as ruas, onde não moro;
Fecharam então o portão da favela, onde não habito;
Em seguida, arrastaram até a morte uma criança, que não era meu filho.
(Cláudio Humberto 09-Fev-2007)
O que os outros disseram foi depois de ler Maiakoviski.
Incrível é que, após mais de cem anos, ainda nos encontremos tão desamparados, inertes e submetidos aos caprichos da ruína moral dos poderes governantes, que vampirizam o erário, aniquilam as instituições, e deixam aos cidadãos, os ossos roídos e o direito ao silêncio: porque a palavra há muito se tornou inútil...
Até quando???